
Thursday, August 21, 2008
Rumor/Murmur

Wednesday, August 20, 2008
Tuesday, August 19, 2008
Monday, August 18, 2008
Everytime
Everytime we say goodbye, I die a little,
Everytime we say goodbye, I wonder why a little,
Why the Gods above me, who must be in the know.
Think so little of me, they allow you to go.
When you're near, there's such an air of spring about it,
I can hear a lark somewhere, begin to sing about it,
There's no love song finer, but how strange the change from major to minor,
Everytime we say goodbye.
Cole Porter
Sunday, August 17, 2008
Saturday, August 16, 2008
Olhares indiscretos
«Com ambrósia, começa por apagar do seu corpo desejável todas as impurezas. Unta-o a seguir com um óleo gorduroso, divino e suave, cujo perfume é feito por ela; quando ela o agita no palácio de Zeus na entrada de Bronze, o seu aroma inunda a terra e o céu. Unta com ele o seu belo corpo, depois penteia os cabelos com as próprias mãos e entrança-o em tranças luzidias, que pendem, belas e divinas, do alto da sua fronte eterna»Ilíada de Homero, XIV, 170-177 (sobre Hera)
«Após o que veste um vestido divino que Atena para ela havia feito e polido; juntando-lhe grande número de ornamentos. Com broches de oiro prende-o no colo. Cinge-se com um cinto de cem franjas. Nos lóbulos furados das suas orelhas enfia os brincos, de três gemas cada, grandes como amoras, de um brilho infinito. A cabeça, por fim, cobre-a a divina com um belíssimo véu, ainda por estrear, branco como o sol. Nos formosos pés, calça belas sandálias»
Ilíada de Homero, XIV, 178-186 (sobre Hera)
Friday, August 15, 2008
Wednesday, August 13, 2008
Nem grande nem inteligente
O meu país sabe as amoras bravas Tuesday, August 12, 2008
Súplica
Agora que o silêncio é um mar sem ondas, Monday, August 11, 2008
Poente
Como sempre, o ventocaiu ao fim da tarde, com a calma
branca dos muros; e as horas
estendiam-se pelo campo,
como os pássaros do poente.
Mas doíam-me as dúvidas
que trouxe deste dia; e
colei-as às flores de uma árvore,
para que delas nasçam
os frutos luminosos de amanhã.
De noite, quando me esquecer
da ondulação verde da terra,
ouvirei o silêncio - e nas suas palavras
contarei as sílabas mudas do amor,
enquanto o mundo não acorda.
Nuno Júice
Sunday, August 10, 2008
Friday, August 8, 2008
Desígnios da Universalidade

Tuesday, August 5, 2008
Brisa de Verão
«…… De um quarto quente, corremos a uma varanda, uma praia ou uma janela. O mar visita-nos mesmo no espelho. Ao crepúsculo, um sangue alaranjado aflui ao rosto das casas. Depois do mar, sulcamos a terra, a caminho da noite, viajamos na brisa, na fugitiva liberdade dos nossos sonhos.»António Ramos Rosa
Monday, August 4, 2008
Existências
Quem me lá levou foi uma amiga em comum. Surpreendi-a no seu recôndito recanto, entre o colorido de mil flores, e alguns dos seus animais de estimação. A saber as cadelas Diana, e Carlota, o coelho Nini, e a galinha Nandinha. Com isto espero não estar a cometer nenhuma inconfidência, pois afinal foi há pouco tempo que me aproximei da Mécia, a propósito do seu fantástico quadro «Outono no Canal». Fui em busca de mais obras-primas, mas surpreendentemente constatei, que apenas pinta há 2 anos, e é na salinha da máquina de costura que me deparo com os arcos de Faro, Lagoa, e Albufeira, executados a lápis de aguarela, quando se inicia. Por cima da lareira encontra-se o seu quadro das «Papoilas» em pastel seco, enquanto que a «Rosa» tem lugar de destaque no quarto, ambos de 2006. O ponto de cruz é também o seu forte, e já em 1998 o jeito lhe é reconhecido através duma menção honrosa, num concurso a que terá participado em Vila Nova de Gaia. Mas os seus talentos não ficam por aqui, e apesar de lhe notar uma certa reserva, inesperadamente prolonga-nos a tarde partilhando connosco um momento poético. Os sons, e as cadências despertam um passado adormecido amargurado, que em nada se parece já com o seu presente. Actualmente, os dias para a Mécia decorrem na tranquilidade da sua casa térrea, na companhia dos que lhe são mais fiéis, reproduzindo da sua marquise repleta de luz, uma a uma, as maravilhosas flores que a rodeiam.No poema ficou o fogo mais secreto
O intenso fogo devorador das coisas
Que esteve sempre muito longe e muito perto
Sophia de Mello Breyner Andresen
Saturday, August 2, 2008
Friday, August 1, 2008
Opções
Podiam, de facto, ter escolhido ter menos turistas em vez de quererem albergar todos os selvagens da Europa, que nem sequer justificam em receitas os danos que em seu nome foram causados. Podiam ter construído com regras e planeamento e um mínimo de bom gosto. Podiam ter percebido que a qualidade de vida e a beleza daquelas terras garantiam trezentos anos de prosperidade, em vez de trinta de lucros a qualquer preço.
E todos os anos, por esta altura, percorrendo estas terras que guardo na memória como a mais incurável das feridas, faço-me a mesma pergunta: Porquê? Porquê tanta devastação, tanto horror, tanta construção, tanta estupidez? Tanto prédio estilo-Brandoa, tanto guindaste, tanto barulho de obras eternas, tanta rotunda, tanta 'escultura' do primo do cunhado do presidente da câmara, e sempre as mesmas estradas, os mesmos (isto é, nenhuns) lugares de estacionamento, os mesmos (isto é, nenhuns) espaços verdes?
Wednesday, July 30, 2008
Pic-nic
Naquele “pic-nic” de burguesas, Tuesday, July 29, 2008
Um pouco de si
Cada um que passa em nossa vida,Sunday, July 27, 2008
Riqueza da palavra
De há 30 anos a esta parte, é sempre assim, durante o verão. Quem cá passa férias, e quem como eu tem o privilégio de residir no Algarve, vai até à Qta da Balaia, neste período de estio, ouvir a palavra de Deus, em pleno ar livre. Neste domingo tivemos a honra da visita do nosso cardeal patriarca – D. José da Cruz Policarpo, que tentando corrigir-nos a visão do Pai, nos apresentou um projecto, através do qual se glorifica o Filho. Só poderemos evocar o poder, e misericórdia de Deus, através da descoberta da centralidade de Jesus, com quem nos devemos identificar. Na parábola de hoje é realçada esta ideia, comparável a um tesouro escondido, que resistindo a tudo, nos acompanha na etapa definitiva das nossas vidas. Afinal ninguém o alcança, sem uma relação directa com Jesus - o rosto de Deus, e o caminho, que ao cruzar-se connosco nos transmite toda a sua bondade, e beleza.
Saturday, July 26, 2008
Resistência
A minha mente recusou-se a sucumbir aos malesE elevou-se invencível empregando as suas forças;
E esquecendo-me de mim próprio e da vida levada pelos ócios
Tomei com mãos desacostumadas a força do tempo
E afrontei tantos perigos, pela terra e pelo mar
Como estrelas há entre o firmamento visível e invisível.
Ovídio


