Mesmo que não conheças nem o mêsnem o lugar caminha
para o mar pelo Verão
Ruy Belo
Apresenta-se brilhante, e carregado de expectativas. O silêncio é grave, e em noite de vigília, torno-me testemunha de um processo que, emergindo da noite poderá ser tão luminoso quanto fugaz. De olhos abertos, abro caminhos a olhar o céu povoado de estrelas, e o que poderá estar para além delas. Tento adiar o momento, encenando lances saídos da imaginação, que rodopiam com nitidez, sob a ameaça iminente da luz com a erupção do dia a qualquer instante.
Tudo começa quando oiço chamar pelo meu nome. Do lado de lá do muro, mãos estendidas fazem-me chegar um cesto de figos frescos, sedutoramente carnudos e sumarentos sobre folhas recortadas. «Acabados de colher», dizem-me. Agradeço, e penso que se ao menos ela já cá estivesse, teria com quem os repartir, ao mesmo tempo que, transportada pelo sonho a sua presença quase ganha visibilidade num encontro tão enigmático quanto fugaz. Mas, ainda falta um mês e meio para que ela chegue, quando um a um, vagarosamente me delicio com toda a sua doçura. O Hotel Paraíso foi o espaço ideal para no passado dia 29, se assinalar mais um aniversário da Teresinha Barros, contando com a presença de amigos e familiares. Visivelmente feliz, a anfitriã contribuiu em grande parte para o colorido da festa, onde não faltou um pé de dança, e até alguns momentos mais emotivos ao sabor de um óptimo jantar.
Passava eu naquela rua havia muito tempo.
Há as que optam pela sombra, ou as que preferem a radiação solar intensa. É em vasos que as cultivo, ao lado umas das outras, no terraço em frente à relva densa. Descalça, pelo jardim, é no final dos dias quentes e ensolarados, que lhes retiro as folhas secas, e as rego utilizando um regador, não faltando cores, formas, perfumes, e as texturas mais suaves ao tacto, para me amenizarem os dias e garantirem flores o ano inteiro!
Vê como o verão