Fios de pérolas e seda
E algas transparentes
Não são senão os teus cabelos.
Maria Alexandre Dáskalos
E algas transparentes
Não são senão os teus cabelos.
Maria Alexandre Dáskalos
Vem a caminho, e não tarda está aí. Para uma renovação da política que, a humanidade precisa. A cada passo, prevê-se uma agenda intensa, e o seu papel é fundamental no plano global de segurança. Trouxe um novo fôlego, e reconciliou os Estados Unidos com o mundo, tentando transformá-lo com esforços de pacificação. À sua passagem, não seremos indiferentes, para que se revitalizem parcerias e surja um novo clima.
A incerteza cai com a tarde
Acabada de colher, o seu agradável sabor cítrico, serviu para nos reunirmos, sob o pretexto de um chá bela-luísa. Quando abre as portas de sua casa, ela aprimora, e é como se uma lufada de ar fresco nos invadisse as vidas. Da janela da cozinha, por onde tudo passa e acontece, avista-se um marmeleiro, a uma curta distância. Está carregado de frutos amarelados. Antecipo-lhes o perfume intenso quando maduros, deixando-me seduzir.
Não se lhe pode escapar. A crise anda por todo o lado. Precisamos desesperadamente de esperança, quando a miséria, o desespero, e tanta angústia nos oprimem o espírito, e nos parecem conduzir à derrota e humilhação. De pesadelo em pesadelo, continuamos a caminhada presos ao infortúnio, em torno de um destino inteiramente amaldiçoado. Será que o universo não tem simpatia por nós? As boas notícias remetem-se a um mero cantinho, continuamos a influenciarmo-nos negativamente, e deixamos os sorrisos desvanecerem-se, sem saber bem o que fazer. E, quando a suspeita se instala, e se duvida das palavras, e ninguém deseja ouvir mais a verdade, ou pelo menos tanta certeza, aceitamos a ilusão transformando-a em realidade. Dia após dia, vive-se na expectativa de que as coisas poderão piorar, e consequentemente tudo se torna ainda mais dramático. Emocionalmente abalados, e com tantos sonhos ainda por realizar, se optarmos por viver a vida com inspiração e coragem em vez de temor, redefiniríamos uma certa normalidade, em vez de nos aniquilarmos consumidos pela nossa própria dor. Rumando noutras direcções, investiríamos na mudança que tanto tarda em romper.
As fadas... eu acredito nelas!