Monday, December 8, 2008

Cedências

Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar em casa de amigos. O endereço é novo, bem como o caminho que ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem a certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e realiza, então, que estava enganado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz marcha-atrás. Ela sorri e diz que não há problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber: - Se tinhas tanta certeza de que eu não estava a ir pela rua certa, devias ter insistido um pouco mais... E ela diz: - Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!
MORAL DA HISTÓRIA: Inspirei-me neste facto, que recebi por e-mail, que por sua vez terá sido contado por uma empresária, no Brasil, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Aparentemente, ela terá usado este incidente do dia a dia, para ilustrar quanta energia nós gastamos, apenas para demonstrar que temos razão, independentemente de a termos ou não. Desde que ouvi este episódio, tenho-me questionado com mais frequência: «Quero ser feliz ou ter razão?»