Chegam à procura de um lugar seguro, de temperaturas amenas, e abundância alimentar, anunciando-nos a primavera. Acodem todos os anos, utilizando lama, pauzinhos, e palha para reconstruir o mesmo ninho revestido de penas, que mais tarde irá acolher a nova geração. Ao entardecer sobrevoam-me o jardim expandindo-se no espaço, em movimentos nítidos, transpondo qualquer via de expressão. Em breve partirão para África, deixando que de novo a nostalgia se instale no meu beiral.
Os passarinhos Tão engraçados, Fazem os ninhos Com mil cuidados.
São p’ra os filhinhos Que estão p’ra ter Que os passarinhos Os vão fazer.
Nos bicos trazem Coisas pequenas, E os ninhos fazem De musgo e penas.
Depois, lá têm Os seus meninos, Tão pequeninos Ao pé da mãe.
Nunca se faça Mal a um ninho, À linda graça De um passarinho!
Que nos lembremos Sempre também Do pai que temos, Da nossa mãe!